Eleições

TSE impõe regras rígidas para barrar crime organizado nas eleições 2026

TSE impõe regras rígidas para barrar crime organizado nas eleições 2026

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) enfrenta um grande desafio para as eleições 2026, com a crescente infiltração do crime organizado na política brasileira. Após as eleições municipais de 2024, onde 12 candidatos do Primeiro Comando da Capital (PCC) foram eleitos em São Paulo, o TSE decidiu adotar regras mais rígidas para barrar candidaturas suspeitas.

Impacto do PCC nas eleições de 2024

Durante as eleições de 2024, o PCC investiu cerca de R$ 8 milhões em candidaturas no estado de São Paulo, resultando em 12 candidatos eleitos, incluindo dois prefeitos e dez vereadores. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) está atualmente investigando esses políticos, que fazem parte de uma lista de 70 candidatos com envolvimento com o crime.

Interferência do crime organizado em várias cidades

Uma pesquisa da Polícia Federal revelou que o crime organizado tentou interferir nas eleições em pelo menos 42 cidades do Brasil em 2024. Além de São Paulo, o Comando Vermelho (CV) também foi identificado em investigações no Ceará, onde houve indícios de sua atuação em pelo menos seis municípios.

Decisões do TSE e TRE-RJ

O TSE se baseou em precedentes do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) para implementar novas regras que visam impedir candidatos com ligações com o crime organizado. Em 2025, o TSE manteve a decisão do TRE-RJ que indeferiu a candidatura de um político condenado em primeira instância por vínculos com milícias.

Casos de corrupção e crime organizado

Recentemente, o ex-deputado Uldurico Alencar Pinto foi preso por suposta ligação com uma facção criminosa, sendo acusado de negociar R$ 2 milhões para facilitar a fuga de detentos. Além disso, o TSE cassou a candidatura do prefeito de Cabedelo (PB), André Luís Almeida Coutinho, por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2024, em um esquema que envolvia a facção criminosa Tropa do Amigão.

Opinião

As novas regras do TSE são um passo importante para coibir a presença do crime organizado nas eleições, mas a eficácia dessas medidas dependerá da fiscalização e da colaboração entre as instituições.