O bicheiro Rogério de Andrade teve negada sua transferência para o sistema prisional do Rio de Janeiro e permanecerá no presídio federal de Campo Grande. A decisão, divulgada em 12 de novembro de 2024, é do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que rejeitou o pedido de transferência feito pela defesa do contraventor.
Rogério de Andrade está preso na Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro havia determinado a transferência de Andrade de volta para o sistema prisional fluminense, mas o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) recorreu da decisão, alegando que o acórdão violou a legislação e o entendimento consolidado pelo STJ.
O relator do caso no STJ ressaltou que, para a permanência em unidade de segurança máxima, é suficiente a persistência dos motivos que fundamentaram a transferência inicial. O juízo inicial indicou elementos concretos para a manutenção de Rogério de Andrade em presídio federal, como sua posição de liderança em uma organização criminosa e o cenário de disputa violenta pelo controle do jogo do bicho.
Histórico Criminal
Rogério Costa Andrade, sobrinho de Castor de Andrade, foi preso em outubro de 2023 após novas denúncias de homicídio. Ele é apontado como chefe de um grupo criminoso envolvido em diversos crimes, incluindo homicídio, corrupção e lavagem de dinheiro. O assassinato de Fernando Iggnácio, genro de Castor, em 2020, é um dos crimes que marcam a disputa pelo espólio do jogo do bicho.
A morte de Castor em 1997 deu início a uma intensa disputa familiar. Paulinho de Andrade, filho de Castor, foi assassinado em 1998, e Fernando Iggnácio foi morto em 2020, em um ataque violento no Recreio dos Bandeirantes. Rogério foi acusado de ser o mandante do assassinato de Iggnácio.
Opinião
A decisão do STJ reflete a complexidade do cenário criminal envolvendo Rogério de Andrade e a necessidade de garantir a segurança pública em meio a disputas violentas pelo controle do jogo do bicho no Rio de Janeiro.





