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Tribunal do Júri condena assassinos de Mãe Bernadete a 40 e 29 anos de prisão

Tribunal do Júri condena assassinos de Mãe Bernadete a 40 e 29 anos de prisão

O Tribunal do Júri condenou, na noite de 14 de abril de 2026, os dois réus acusados do assassinato de Mãe Bernadete, uma importante líder quilombola e ialorixá, durante um julgamento realizado no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador. Os réus foram sentenciados a 40 e 29 anos de prisão, respectivamente, em um caso que chocou a comunidade e levantou questões sobre a segurança dos defensores de direitos humanos.

Mãe Bernadete, que foi assassinada em 17 de agosto de 2023, era uma figura central na luta pelos direitos territoriais do quilombo Pitanga dos Palmares e integrava o Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos. Sua atuação valente em defesa de sua comunidade e contra o tráfico de drogas na região a tornaram alvo de ameaças, culminando em sua trágica morte diante de sua família.

O Ministério da Igualdade Racial (MIR) expressou sua satisfação com o resultado do julgamento, considerando-o um passo significativo na proteção dos defensores de direitos humanos. A condenação é vista como um reconhecimento da gravidade do crime e um aviso de que a violência contra lideranças negras e comunidades tradicionais não será tolerada.

Após o encerramento do julgamento, o MIR reiterou sua solidariedade à família de Mãe Bernadete, desejando que encontrassem algum conforto após a dor da perda. Além disso, o ministério continuará a acompanhar as investigações de outros três denunciados que ainda aguardam julgamento.

Opinião

A condenação dos réus é um sinal positivo, mas a luta por justiça e proteção aos defensores de direitos humanos no Brasil deve continuar, para que tragédias como a de Mãe Bernadete não se repitam.