A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria na decisão de afastar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, em 8 de outubro de 2023. O ministro André Mendonça foi o responsável pelo afastamento, que ocorreu após um pedido do partido Novo.
O julgamento, que se iniciou em uma sessão extraordinária, foi interrompido por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Apesar disso, a liminar de Mendonça permanece em vigor, já que a maioria de três votos a favor do afastamento foi formada pelos ministros Luiz Fux e Nunes Marques.
Monitoramento e Controvérsias
A decisão de afastar Rodrigues e o delegado Leandro Almada, diretor de inteligência da PF, foi justificada por Mendonça com base em um monitoramento ilegal que ocorreu durante o mês de agosto. Relatórios de inteligência ocultos, que monitoraram tanto Mendonça quanto o advogado-geral da União, Jorge Messias, foram revelados após o ministro Alexandre de Moraes tornar um deles público.
Esses relatórios estão ligados à Operação Compliance Zero, que investiga corrupção e fraudes financeiras, incluindo um contrato de R$ 131 milhões relacionado a Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master.
Implicações e Reações
O ministro Moraes divulgou mensagens recuperadas do celular de Vorcaro, que indicam uma relação próxima entre ele e Moraes, além de sugerir que o ministro recebeu e editou contratos do banco com o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes. Moraes nega qualquer contato com Vorcaro, intensificando a crise e a tensão no Supremo.
Opinião
O afastamento de Andrei Rodrigues e as revelações sobre monitoramento revelam a complexidade e as tensões nas investigações que envolvem figuras proeminentes da política e do judiciário.





