Tecnologia

Starlink domina internet via satélite no Brasil, mas alternativas surgem

Starlink domina internet via satélite no Brasil, mas alternativas surgem

A Starlink domina o mercado global de internet via satélite, incluindo o Brasil, onde já ultrapassou concorrentes tradicionais em número de assinantes. Apesar de sua popularidade, existem opções para quem busca serviços de internet satelital, muitas vezes a preços mais acessíveis. As principais alternativas à Starlink no Brasil incluem HughesNet, Viasat e Telebras.

Planos e preços da Starlink

Os planos da Starlink estão programados para aumentar em 2026, com o residencial custando entre R$ 189 e R$ 249. O cenário atual de internet via satélite no Brasil é o seguinte:

Starlink: utiliza satélites em órbita baixa (LEO), oferecendo velocidades de 100 a 400 Mb/s, sem franquia rígida, atendendo residências, áreas rurais e mobilidade.

HughesNet: usa satélites geoestacionários (GEO), com velocidades de 15 a 50 Mb/s e preços variando de R$ 120 a R$ 300, focando em áreas rurais.

Viasat: também opera com satélites GEO, oferecendo velocidades de 10 a 50 Mb/s, mas com preços sob consulta, atendendo principalmente empresas e o setor público.

Telebras: utiliza o satélite SGDC, focando em projetos dedicados para escolas e órgãos públicos, com contratos específicos e preços variáveis.

HughesNet: a rival tradicional

A HughesNet foi por muitos anos a principal referência em internet satelital no Brasil, mantendo uma forte presença em regiões rurais. Embora ofereça uma cobertura ampla e instalação consolidada, a latência pode chegar a 500 ms, o que impacta negativamente em jogos e chamadas de vídeo.

Viasat: presença em projetos corporativos

A Viasat é uma alternativa menos conhecida, mas com atuação significativa em projetos corporativos, especialmente no agronegócio e em localidades remotas. Assim como a HughesNet, utiliza satélites GEO, oferecendo velocidades menores e maior latência.

Telebras e o foco em inclusão digital

A Telebras não compete diretamente no varejo, mas atua utilizando o satélite SGDC, com foco em escolas, postos de saúde e programas de inclusão digital. Sua operação é mais voltada para infraestrutura estratégica do que para o consumidor final.

A guerra das tecnologias: LEO vs GEO

A verdadeira “guerra dos satélites” não é apenas entre marcas, mas entre tecnologias. A Starlink utiliza satélites LEO, posicionados entre 500 e 600 km de altitude, o que reduz a latência e melhora a experiência em videoconferências e jogos. Em contrapartida, HughesNet e Viasat operam com satélites GEO, que, apesar de oferecerem uma cobertura ampla, apresentam latência elevada.

Opinião

Embora a Starlink seja a líder do mercado, as alternativas como HughesNet, Viasat e Telebras desempenham papéis importantes, principalmente em áreas onde a concorrência ainda não chegou.