Economia

Shell aumenta recompra de ações para US$ 5 bilhões em meio a lucros recordes

Shell aumenta recompra de ações para US$ 5 bilhões em meio a lucros recordes

A Shell aumentou seu programa de recompra de ações para US$ 5 bilhões no quarto trimestre, refletindo os lucros extraordinários obtidos com o refino. Essa decisão ocorre em um contexto de interrupções no Oriente Médio e na Rússia, que estão pressionando o fornecimento global de combustível.

A gigante petrolífera, sediada em Londres, elevou o valor da recompra em relação aos US$ 3 bilhões anteriores, após reportar lucros que atingiram o nível mais alto desde a invasão da Ucrânia pela Rússia. Com isso, a Shell reafirma sua posição como a maior companhia de petróleo da Europa.

Lucros e Margens em Alta

No último trimestre, a Shell registrou uma margem de refino de US$ 42 por barril, um recorde que contribuiu para um lucro líquido ajustado de US$ 10,8 bilhões, superando as expectativas dos analistas. Esse cenário de alta lucratividade é impulsionado por uma restrição na capacidade global de refino, que foi afetada por conflitos no Irã e na Rússia.

Movimentos do Setor

Outras grandes empresas do setor também estão reagindo a esse ambiente favorável. A TotalEnergies SE anunciou uma recompra de até US$ 2,5 bilhões, enquanto a Repsol SA iniciou um programa de até 950 milhões de euros. A Eni SpA também se juntou ao movimento, aumentando seu programa de recompra.

Comparações com Concorrentes

A Shell agora está em pé de igualdade com a ExxonMobil, que planeja recomprar US$ 20 bilhões em ações neste ano. A Shell realiza sua maior recompra desde o segundo trimestre de 2022, quando anunciou a distribuição de recursos provenientes da venda de ativos na Bacia do Permiano.

Opinião

A decisão da Shell de aumentar a recompra de ações é um reflexo claro das condições de mercado e da busca por retorno aos acionistas em tempos de incerteza global.