Economia

Setor de Serviços Enfrenta Queda de 0,4% em Maio com Transportes em Crise

Setor de Serviços Enfrenta Queda de 0,4% em Maio com Transportes em Crise

O setor de serviços, que abrange atividades como turismo, restaurantes e tecnologia da informação, registrou uma queda de 0,4% em maio de 2026, influenciado pelo desempenho negativo dos transportes. A Secretaria da Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda informou que o resultado ficou abaixo das expectativas de mercado, que variavam entre -0,3% e 0,6%.

Apesar do recuo em maio, na comparação com o mesmo mês do ano passado, o setor cresceu 0,4%. De janeiro a maio de 2026, o avanço acumulado foi de 1,9% em relação ao mesmo período de 2025. No acumulado de 12 meses, a alta é de 2,6%, embora tenha mostrado uma redução no ritmo de expansão, já que em abril estava em 2,9%.

Desempenho dos Transportes

O IBGE destacou que a queda nos transportes foi o principal fator para a diminuição do setor de serviços, uma vez que essa categoria possui um peso significativo de 33,67% na pesquisa. O analista da pesquisa, Rodrigo Lobo, apontou que houve uma menor receita nas empresas de transporte aéreo de passageiros e transporte rodoviário de carga.

Em maio de 2026, o volume de transporte de passageiros caiu 1,3% em relação ao mês anterior, enquanto o transporte de cargas teve uma variação negativa de 0,2%. Em contrapartida, os serviços prestados às famílias alcançaram o maior patamar desde dezembro de 2014, refletindo um cenário econômico favorável com desemprego baixo e massa de rendimentos elevada.

Atividades Turísticas em Queda

A pesquisa também revelou que o índice de atividades turísticas (Iatur) recuou 0,4% em maio, mas apresentou uma expansão de 1,7% no acumulado de 12 meses. As atividades de turismo estão 10,8% acima do nível pré-pandemia, embora ainda estejam 2,5% abaixo do maior nível registrado em dezembro de 2024.

O Iatur abrange 22 das 166 atividades de serviços investigadas e inclui setores como hotéis e agências de viagens. Os dados são coletados em 17 unidades da federação, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Opinião

A queda no setor de serviços, especialmente nos transportes, sinaliza desafios para a recuperação econômica, exigindo atenção das autoridades para evitar um impacto mais profundo.