Economia

Governo Lula enfrenta rombo bilionário nas estatais após superávit de Bolsonaro

Governo Lula enfrenta rombo bilionário nas estatais após superávit de Bolsonaro

Após uma sequência de resultados positivos durante o governo Jair Bolsonaro (PL), as estatais brasileiras mergulharam em um ciclo deficitário sob a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) revela que as empresas estatais não dependentes apresentaram um déficit acumulado de R$ 18,48 bilhões entre janeiro de 2023 e maio de 2026.

O TCU aponta que o cenário de deterioração nas contas das estatais é alarmante, com a necessidade de aportes bilionários do Tesouro para manter essas companhias operando. Entre as estatais deficitárias, os Correios são considerados o caso mais grave, enfrentando um quadro de insolvência.

Déficit projetado até 2030

O governo federal já projeta que as estatais não dependentes continuarão em déficit até 2030. O relatório do TCU revela que mais da metade das 21 empresas do Programa de Dispêndios Globais (PDG) fecharam 2025 no vermelho. As empresas com os piores desempenhos incluem a Emgepron, com um rombo de -R$ 2,8 bilhões, e os Correios, com -R$ 1 bilhão.

Problemas de supervisão e gestão

O TCU também identificou uma deficiência sistêmica na supervisão ministerial, o que contribui para a deterioração financeira das estatais. O relatório destaca que os déficits acumulados resultam, em parte, de uma falta de acompanhamento orientado a riscos e de ajustes estruturais necessários.

Além disso, o TCU aponta que o uso inadequado de recursos por parte das estatais abre brechas para o uso indevido de dinheiro público, o que agrava ainda mais a situação fiscal do país.

Contabilidade criativa e reações do governo

Embora o governo tenha cumprido formalmente a meta de déficit para o setor, o TCU alerta que isso ocorreu devido a fatores conjunturais, como atrasos em contratações. O ministro Odair Cunha mencionou que parte do déficit da Emgepron pode ser vista como um investimento em projetos estratégicos, mas outros membros da corte expressaram preocupação com a deterioração geral da situação financeira das estatais.

Opinião

A situação das estatais é um reflexo da necessidade urgente de uma gestão mais eficiente e transparente, que evite o uso indevido de recursos públicos e promova a sustentabilidade financeira dessas empresas.