O vulcão Krasheninnikov, que permaneceu inativo por aproximadamente 465 anos, entrou em erupção após um terremoto de magnitude 8,8 ocorrido no Oceano Pacífico, próximo à Península de Kamchatka, na Rússia. O fenômeno foi registrado pelo satélite NISAR, que opera a 747 quilômetros de altitude e é uma missão conjunta da NASA e da ISRO.
Imagens do vulcão
O NISAR capturou imagens da lava se espalhando mês a mês, utilizando tecnologia de radar de alta resolução, com detalhes de 10 metros por 10 metros. A primeira imagem do vulcão foi registrada em 25 de dezembro de 2025, marcando o início das operações regulares do satélite após os testes pós-lançamento.
O impacto do terremoto
O terremoto, que ocorreu em 30 de julho de 2025, não apenas desencadeou a erupção do Krasheninnikov, mas também provocou um tsunami que cruzou o Pacífico. A erupção começou com o cone norte do vulcão expelindo lava e detritos para o leste, um evento surpreendente, já que a maioria dos vulcões da região é monitorada continuamente.
A importância do NISAR
A tecnologia de radar do NISAR se mostrou essencial, pois consegue penetrar nuvens, permitindo a captura de imagens mesmo em dias tempestuosos. O satélite dispara milhares de pulsos de micro-ondas por segundo, coletando informações sobre a superfície da Terra, o que possibilita visualizar detalhes da propagação da lava.
Opinião
A erupção do vulcão Krasheninnikov e o papel do NISAR ressaltam a importância de tecnologias avançadas para monitorar fenômenos naturais, especialmente em regiões com histórico de inatividade.





