O ministro do Trabalho de Taiwan, Hung Sun-han, viajou para a China para participar de uma reunião ministerial da Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (Apec). Esta é a primeira viagem de um alto funcionário sob a gestão do presidente taiwanês Lai Ching-te.
Hung participou de uma reunião sobre desenvolvimento de recursos humanos em Nanquim, na província de Jiangsu, leste da China. Sua presença no fórum foi destacada por ocorrer em conformidade com o “princípio estabelecido da Apec” e basear-se na “dignidade recíproca”, dado o status de Taiwan como membro oficial da Apec desde 1991.
Contexto Político
Apesar do diálogo político entre China e Taiwan estar paralisado desde 2016, a viagem de Hung sugere que Taipé busca manter oportunidades de contato com Pequim em fóruns multilaterais. Em maio, a administração de Lai enviou Yang Jen-ni para uma reunião de ministros do Comércio da Apec em Suzhou.
A participação do ministro do Trabalho elevou o nível de envolvimento de Taiwan em eventos internacionais. O diálogo político estagnado decorre da insistência da China para que o Partido Democrático Progressista (DPP) aceite o princípio de “Uma Só China”. O principal partido de oposição, o Kuomintang, criticou a gestão do DPP nas relações com a China.
Expectativas para o Futuro
A estabilização das relações com a China é um tema central nas campanhas para as eleições locais, agendadas para 28 de novembro. As atenções se voltam agora para a reunião de líderes da Apec em Shenzhen, que ocorrerá a partir de 18 de novembro. Esta será a primeira vez em 12 anos que a China sediará esse encontro.
A forma como Hung foi tratado em Nanquim poderá indicar como a China interagirá com o representante de Taiwan em Shenzhen. Em 2014, durante uma reunião da Apec em Pequim, Taiwan foi representado pelo ex-vice-presidente Vincent Siew. No entanto, em 2001, Taiwan não participou da cúpula em Xangai, onde o convite não foi estendido ao ex-vice-presidente Li Yuan-zu.
Opinião
A participação de Taiwan na Apec, mesmo sob a denominação de “Taipé Chinesa”, reflete a complexidade das relações entre Taiwan e China, e a necessidade de diálogo em um cenário político tenso.



