O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), defendeu a segurança das urnas eletrônicas brasileiras e criticou os questionamentos feitos pelos Estados Unidos sobre as eleições que ocorrerão em outubro de 2026. Em uma declaração no último sábado (25), Caiado classificou como “inadmissível” qualquer dúvida estrangeira sobre a lisura do processo eleitoral brasileiro.
A manifestação de Caiado aconteceu após o governo brasileiro ter negado vistos a dois integrantes do Departamento de Estado dos EUA, que planejavam visitar o Brasil para discutir a integridade do sistema eleitoral. Os diplomatas, Riley M. Barnes e Samuel Samson, foram impedidos de viajar a Brasília, o que foi considerado uma tentativa de evitar uma possível interferência no processo eleitoral.
Reação do governo dos EUA
O governo dos EUA, por sua vez, negou que a visita tivesse a intenção de interferir nas eleições brasileiras. Em uma nota oficial, o Departamento de Estado americano classificou como “mentira sem fundamento” qualquer alegação de que a viagem buscava enfraquecer o processo eleitoral no Brasil, afirmando que a visita teria caráter rotineiro.
Posição do TSE e apoio a observadores internacionais
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que não foi informado sobre a visita dos representantes dos EUA e que a agenda não chegou a ser marcada devido ao recesso do Judiciário. Caiado, por sua vez, expressou sua confiança nas urnas eletrônicas e apoiou a presença de observadores internacionais nas eleições brasileiras, ressaltando que a presença estrangeira deve ser para acompanhar o processo, mas não para questionar os resultados.
Opinião
A defesa de Caiado pela integridade das urnas eletrônicas e sua crítica ao governo dos EUA refletem a importância da soberania nacional nas eleições brasileiras, especialmente em um cenário de crescente atenção internacional.





