Aos 73 anos, Rommel Barion comanda a Barion, uma das principais fabricantes de chocolate do Brasil, localizada em Colombo (PR). A empresa, que possui quase 70 anos de atuação no mercado, enfrenta um momento delicado ao entrar em recuperação judicial em março de 2025, devido a um passivo de R$ 34,4 milhões.
Apesar dos desafios, a Barion mantém sua operação ativa, empregando cerca de 350 funcionários fixos e produzindo uma média de 300 toneladas de doces por mês. Em 2024, a receita da empresa alcançou R$ 130 milhões, refletindo a resiliência da marca em um ambiente econômico hostil.
Desafios e superação no mercado
Rommel Barion, ao longo de sua trajetória, enfrentou diversos obstáculos, incluindo a alta carga tributária e a insegurança jurídica que afetam o ambiente de negócios no Brasil. Ele destaca que “as empresas do Brasil, hoje, têm um grande sócio e inimigo, que é o governo”. Essa avaliação é resultado de sua experiência acumulada ao longo de quase sete décadas.
A história da Barion começou em 1959, quando o patriarca Ricardo Barion fundou uma pequena loja de doces em Curitiba. A transição para a industrialização expôs as limitações estruturais do país, mas a empresa se destacou no mercado, lançando produtos inovadores, como os Tubetes, que a posicionaram entre as três maiores do setor nos anos 1980.
Internacionalização e mercados externos
Com uma operação consolidada no Brasil, a Barion expandiu suas exportações para 14 países, com foco atual no Mercosul, especialmente na Argentina, Paraguai e Uruguai. Rommel liderou esse processo de internacionalização, apesar dos riscos e desafios logísticos enfrentados.
O impacto da crise e a recuperação
A trajetória de crescimento da Barion foi interrompida por uma série de choques, incluindo a crise de grandes redes varejistas e a disparada no preço do cacau. Com a entrada em recuperação judicial, Rommel Barion se vê mais uma vez diante de um desafio significativo, mas mantém o foco em ajustes rápidos e na operação da empresa.
Opinião
A situação da Barion ilustra os desafios enfrentados por empresas familiares no Brasil, especialmente em tempos de crise. A capacidade de adaptação e inovação é crucial para a sobrevivência e crescimento em um mercado tão volátil.





