O pré-candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, participou de um evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em Brasília no dia 22 de junho de 2026. Durante sua fala, Zema defendeu uma nova reforma da Previdência e mudanças significativas nos programas sociais do país.
O ex-governador de Minas Gerais enfatizou a necessidade de um “choque contra a gastança” para que os juros possam ser reduzidos e os investimentos, retomados. Ele criticou o debate em torno do fim da escala 6×1, afirmando que propostas desse tipo não resolverão os problemas de produtividade da economia brasileira.
“Os juros só vão cair na hora de acabar essa gastança”, declarou Zema, que também defendeu a criação de alternativas à CLT para combater a informalidade no mercado de trabalho. Ele argumentou que a rigidez das regras trabalhistas contribui para a alta taxa de informalidade.
Além disso, Zema propôs que homens em idade produtiva que recebem benefícios sociais sejam incentivados a completar sua educação formal ou obter formação técnica. Segundo ele, o atual modelo de assistência social cria uma dependência que desestimula a inserção no mercado de trabalho.
“Estamos criando uma geração de ‘imprestáveis’, porque muitos recebem auxílios e não querem trabalhar e se qualificar”, afirmou o pré-candidato. Zema também se mostrou disposto a implementar reformas mesmo que isso signifique cumprir apenas um mandato, destacando que não tem receio de ser um presidente de um único mandato se isso for necessário para as mudanças que o Brasil precisa.
Opinião
A postura de Zema em relação à reforma da Previdência e aos programas sociais reflete um enfoque pragmático que pode ressoar com parte do eleitorado que busca mudanças estruturais na economia.





