Os rodoviários do Rio de Janeiro decidiram, em assembleia realizada nesta terça-feira (7), manter o estado de greve até o dia 8 de julho de 2026. A categoria aguarda as negociações do dissídio coletivo, que acontecem amanhã. Enquanto isso, os ônibus do município continuam operando normalmente.
Na reunião anterior, realizada em 6 de julho, as empresas aumentaram a proposta de reajuste salarial de 4,39% para 4,5%. Entretanto, o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT 1) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) solicitaram que as empresas apresentem uma nova proposta que atinja pelo menos 5%, valor já concedido aos rodoviários de Nova Iguaçu e Duque de Caxias.
Reivindicações da Categoria
A proposta inicial da categoria inclui um piso salarial de R$ 5 mil para motoristas de BRT e R$ 4 mil para demais motoristas. O reajuste salarial proposto inicialmente era de 17%, dividido em duas parcelas: 8% em julho e 8,5% em novembro. Contudo, a categoria decidiu flexibilizar essa demanda, reduzindo o índice para 12%, também em duas parcelas.
Além do reajuste, os rodoviários também solicitam um tíquete alimentação no valor de R$ 1 mil. A greve foi iniciada em 29 de junho de 2026 e as principais reivindicações incluem o reajuste salarial, a valorização dos pisos salariais, ampliação de benefícios e o pagamento do intervalo para refeição como hora extraordinária.
Opinião
A situação dos rodoviários do Rio reflete a necessidade urgente de valorização e reconhecimento do trabalho essencial que desempenham, crucial para a mobilidade urbana.





