A defesa da empresária Roberta Luchsinger alega que a Polícia Federal realizou uma ‘pesca probatória’ sem a devida autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. O inquérito envolve Roberta e Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e a defesa solicita o trancamento do processo.
Segundo a defesa, a PF teria utilizado a quebra de sigilo de Roberta na investigação de fraudes no INSS para buscar provas sobre sua atuação no Ministério da Saúde. A quebra de sigilo foi autorizada por Mendonça em fevereiro de 2026, mas a defesa argumenta que a PF já possuía informações sobre a atuação de Roberta em um contrato de R$ 627 milhões para fornecimento de canabidiol, desde o ano anterior, quando ela era investigada na Operação Sem Desconto.
Quebra de sigilo e investigações
A defesa destaca que a autorização para acessar os dados de Roberta foi concedida com um objetivo específico e que a PF não encontrou evidências relacionadas a esse novo inquérito ao acessar as mensagens dela. O pedido de trancamento do inquérito foi protocolado no dia 20 de outubro e argumenta que a PF já sabia das informações que buscava, desrespeitando a determinação de Mendonça.
Roberta foi alvo de buscas em dezembro do ano passado, quando a PF já havia tomado o depoimento de Edson Claro, um ex-funcionário de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como ‘Careca do INSS’, que é suspeito de liderar um esquema de fraudes. Durante o depoimento, Claro mencionou a atuação de Roberta e Lulinha no Ministério da Saúde.
Pedido de anulação das provas
A defesa de Roberta argumenta que as provas obtidas pela PF a partir da quebra de sigilo devem ser anuladas e pede que o inquérito por suspeita de tráfico de influência envolvendo Roberta e Lulinha seja trancado. O pedido enfatiza que o acesso aos dados foi feito para um propósito diferente do que estava em investigação, o que, segundo a defesa, torna a exploração dos dados ilícita.
Opinião
A situação envolvendo Roberta Luchsinger e a Polícia Federal levanta questões importantes sobre os limites da investigação e o respeito às normas legais, que devem ser rigorosamente observadas.





