A 30ª edição da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo ocorreu neste domingo, 7 de junho de 2026, com o tema “a rua convoca, a urna confirma”. O evento, que acontece em um ano eleitoral, buscou incentivar a participação da comunidade LGBT nas eleições de outubro.
Na avenida Paulista, uma urna inflável foi instalada pelos organizadores, liderados pelo mascote Votinho, parte da campanha “meu voto não é neutro”, que visa combater a apatia política e reduzir a abstenção nas próximas eleições.
Críticas ao Partido Liberal e Flávio Bolsonaro
Durante a parada, o Partido Liberal (PL), vinculado à família do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi duramente criticado. A artista Viviany Beleboni chegou a chamá-lo de “Partido de Lúcifer”. O pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, também foi alvo de protestos, com manifestantes lembrando que sua eleição trouxe uma onda de ataques à comunidade LGBT.
Compromissos legislativos e desafios financeiros
O diretor da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, Matheus Emílio Pereira da Silva, destacou a necessidade de um compromisso do Legislativo para assegurar direitos à comunidade LGBT. A parada contou com a presença de políticos de esquerda, como a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, e as deputadas federais Sâmia Bomfim e Erika Hilton.
A deputada Erika Hilton criticou a redução de 60% na receita com patrocinadores, o que impactou a estrutura do evento, que teve 14 trios elétricos desfilando pela avenida Paulista. Hilton também celebrou a aprovação do fim da escala 6×1 pela Câmara dos Deputados, ressaltando a importância do apoio da comunidade para essa conquista.
Opinião
A Parada do Orgulho LGBT+ não apenas celebra a diversidade, mas também se posiciona firmemente em um contexto político, enfatizando a urgência de direitos e representatividade.





