Uma onda de eventos extremos tem causado destruição em diferentes regiões da América do Sul. O terremoto de magnitude 7,4 na Colômbia, em agosto, derrubou prédios e vitimou centenas de pessoas. No Brasil, a região Sul enfrenta ciclones-bomba e tornados, além de estar sob os efeitos do super El Niño que se forma neste segundo semestre.
A tecnologia tem sido fundamental para mitigar os impactos desses fenômenos naturais. O professor Francisco Mendonca, do Programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), destaca a transição dos sismógrafos tradicionais para os sismógrafos móveis de alta precisão, que permitem avisar sobre a chegada de abalos sísmicos com maior antecedência.
Avanços na Sismologia
Os sismógrafos tradicionais conseguem avisar sobre ondas de primeiro impacto, enquanto os móveis oferecem detalhes sobre a segunda onda, que costuma ser mais intensa. Com esses alertas, as pessoas são orientadas a evacuar prédios e residências rapidamente, salvando milhares de vidas em terremotos como o da Colômbia e o da Venezuela, que ocorreu em junho deste ano.
O Papel dos Satélites
Os satélites também desempenham um papel crucial na observação de áreas de risco. Um exemplo é o caso de Rio Bonito do Iguaçu, que sofreu um forte tornado em novembro de 2025, resultando em 90% da cidade destruída e seis mortes. O SIMEPAR avisou a Defesa Civil com horas de antecedência, permitindo que a população se protegesse.
Inteligência Artificial e Comunicação
A inteligência artificial tem se mostrado um divisor de águas na detecção de desastres. O professor Mendonca explica que ela ajuda a correlacionar variáveis como população e meteorologia, traduzindo dados complexos em alertas acessíveis. Desde 2024, a Defesa Civil emite alertas de desastres via SMS com base na geolocalização, um avanço significativo na comunicação de emergências.
Opinião
A tecnologia, aliada à educação sobre riscos climáticos, é essencial para preparar a população e reduzir os danos causados por desastres naturais.





