A intervenção na concessão do transporte coletivo de Campo Grande, executada pelo Consórcio Guaicurus, foi decretada pela prefeita Adriane Lopes (PP) em 16 de outubro de 2023. A medida terá duração de 180 dias e não irá afetar os usuários ou os funcionários da empresa durante este período.
O interventor nomeado, Aléxandre Adriano Lisandro de Oliveira, destacou que o primeiro passo será realizar um diagnóstico detalhado sobre a situação do consórcio e a prestação do serviço. O objetivo é garantir que, ao final do prazo, a prefeitura possa tomar uma decisão adequada. Segundo Oliveira, “se tiver algo muito discrepante que esteja afetando diretamente a população, isso vai ser analisado”.
Funcionários e serviços mantidos
A prefeita Adriane Lopes enfatizou que o serviço de transporte coletivo não será interrompido e que mais de mil funcionários do Consórcio Guaicurus não serão demitidos. “Estou aqui para acalmar os funcionários, não haverá demissões”, declarou. A continuidade do serviço está garantida, assim como a manutenção das funções dos colaboradores.
Problemas a serem resolvidos
Um dos principais problemas identificados é a necessidade de troca de 235 ônibus, que já ultrapassam o tempo de uso adequado. A prefeita ressaltou que, apesar de a empresa pedir mais recursos do Poder Público, não houve contrapartidas adequadas. A intervenção visa promover mudanças efetivas no transporte da capital.
Oliveira explicou que a intervenção é um procedimento legal para contratos de concessão em crise. A nova gestão terá acesso irrestrito a documentos e informações, permitindo uma avaliação completa da situação atual.
Decisões futuras
Ao final da intervenção, a prefeita Adriane Lopes decidirá sobre o futuro do consórcio, podendo optar pela devolução do serviço à gestão atual, aplicação de sanções contratuais, ou até mesmo a caducidade da concessão. A intervenção não contará com aporte de recursos adicionais, além dos já repassados mensalmente ao consórcio.
Opinião
A intervenção no Consórcio Guaicurus é uma medida necessária para garantir a qualidade do transporte coletivo em Campo Grande, mas a eficácia das mudanças dependerá da gestão dos interventores e das decisões futuras da prefeita.





