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Levante Mulheres Vivas pressiona Hugo Motta por aprovação do PL da Misoginia

Levante Mulheres Vivas pressiona Hugo Motta por aprovação do PL da Misoginia

O Levante Mulheres Vivas mobiliza neste domingo (2) um movimento em 15 cidades do Brasil para pressionar a Câmara dos Deputados pela aprovação do Projeto de Lei 896/2023, conhecido como PL da Misoginia. O projeto já foi aprovado no Senado e aguarda, em regime de urgência, o despacho do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para ser votado no plenário.

Objetivo do PL e suas consequências

O PL da Misoginia inclui crimes motivados por misoginia entre aqueles punidos por discriminação e preconceito. Com a alteração da Lei 7.716/1989, o texto propõe penas de 2 a 5 anos de reclusão para crimes de misoginia, definidos como “a prática, a indução ou a incitação de violência, de restrição ao pleno exercício de direitos ou de ofensa à dignidade da mulher, em razão da condição de mulher.”

Mobilização em diversas cidades

As mobilizações estão ocorrendo em cidades como Belo Horizonte, Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, entre outras. O movimento foi impulsionado por um aumento de 10% nos feminicídios em São Paulo no 1º semestre de 2026, o que evidencia a urgência da questão.

Vozes da mobilização

Segundo a cofundadora do Levante Mulheres Vivas, Rachel Ripani, a mobilização é uma resposta da sociedade civil contra o avanço dos feminicídios e do ódio direcionado às mulheres nas redes sociais. Rachel destaca que a manifestação é um consenso entre mulheres e homens que não aceitam mais o discurso de ódio digital.

Próximos passos

A próxima sessão plenária da Câmara está prevista para a semana do dia 10 de agosto. O Levante espera que o presidente Hugo Motta coloque o PL da Misoginia em pauta logo após a retomada das atividades. Rachel enfatiza: “É a nossa última chance antes das eleições, para entender se a gente consegue, de fato, sensibilizar com as ruas esses líderes que estão bloqueando que o PL seja pautado.”

Opinião

A mobilização em torno do PL da Misoginia é um reflexo da crescente insatisfação da sociedade com a violência contra as mulheres e a necessidade urgente de proteção legal.