Economia

Polícia Federal investiga Banco Digimais de Edir Macedo por fraudes financeiras

Polícia Federal investiga Banco Digimais de Edir Macedo por fraudes financeiras

A Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem no dia 23 de junho de 2026, visando o Banco Digimais, ligado ao pastor Edir Macedo. A investigação revelou que a instituição teria adotado práticas financeiras semelhantes às do extinto Banco Master, utilizando estratégias de captação de recursos que inflacionavam seus resultados.

Irregularidades e superavaliação de ativos

Os investigadores apontam que o Banco Digimais emitiu Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com rentabilidade superior a 110% do CDI, criando uma sensação de segurança aos investidores. Contudo, essa prática vinha acompanhada de manipulações contábeis, incluindo a superavaliação de ativos, que mascaravam a real situação financeira da instituição.

Relatos indicam que o valor bloqueado na operação chega a R$ 670,3 milhões, refletindo as distorções identificadas nos balanços do banco. Exemplos de superavaliação incluem a avaliação de títulos antigos da Vale em R$ 650 milhões e um terreno em Pernambuco avaliado em R$ 150 milhões, quando seu valor real seria inferior a R$ 10 milhões.

Investigação e resposta do Banco

A Polícia Federal investiga crimes como gestão fraudulenta e falsidade em demonstrações contábeis, além de possíveis induções a erro por parte do banco. A operação inclui mandados de busca e apreensão, bloqueio de bens e quebras de sigilos bancário e fiscal.

Por sua vez, o Banco Digimais nega as irregularidades e se colocou à disposição das autoridades, reafirmando seu compromisso com a transparência e a conformidade regulatória.

Opinião

A investigação da Polícia Federal sobre o Banco Digimais levanta questões importantes sobre a segurança dos investimentos e a necessidade de maior fiscalização no setor bancário.