Na noite de 29 de setembro, dois homens perderam a vida após um confronto com policiais militares da 6ª Companhia Independente da Polícia Militar (6ª CIPM) no bairro Itamaracá, em Campo Grande. De acordo com informações da corporação, um dos envolvidos era foragido da Justiça e possuía um mandado de prisão em aberto por homicídio.
Os policiais realizavam um policiamento ostensivo na região quando foram alertados por moradores sobre a presença de Sebastião Ernesto Rafael de Oliveira em uma residência na Rua Naor Lemes Barbosa. Ao chegarem ao local, encontraram dois homens na frente do imóvel, um dos quais era o suspeito procurado.
Conforme o relato da PM, ao perceberem a aproximação da viatura, ambos correram para dentro da casa. Durante a tentativa de abordagem, um dos homens declarou que não se entregaria. A equipe policial entrou na residência e, segundo a versão registrada, foi recebida a tiros.
Houve um revide por parte dos policiais. Um dos suspeitos foi baleado e desarmado logo na entrada, enquanto o segundo se refugiou em um cômodo e, durante a nova troca de tiros, avançou em direção aos agentes ainda armado. Após uma luta corporal, novos disparos foram efetuados e ele caiu na varanda do imóvel, onde também foi desarmado.
Ambos os homens foram socorridos e levados para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Universitário, mas os óbitos foram confirmados às 21h10. No local, a polícia apreendeu dois revólveres, um calibre .38 com numeração suprimida e outro calibre .32, além de porções de maconha e cocaína.
O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac-Cepol) e será investigado. As duas mortes em Campo Grande se somam a outros três casos registrados entre os dias 28 e 29 de setembro em ações policiais no interior do Estado.
Opinião
O aumento no número de mortes em confrontos policiais levanta questões sobre a segurança pública e a eficácia das operações policiais em áreas de risco.





