A história e os movimentos sociais ensinam sobre crises, direitos e, especialmente, a participação de mulheres em contextos de adversidades. Recentemente, os violentos protestos nas ruas do Irã, que começaram em 22, evidenciam a força das mulheres que desafiam publicamente um dos regimes mais rígidos do mundo.
Na Argentina, as Mães da Praça de Maio também são um exemplo de como as mulheres assumem a linha de frente em momentos de crise, denunciando autoritarismos e lutando por justiça. Essa atuação não é uma tendência natural, mas uma necessidade imposta pelas circunstâncias. Quando sistemas deixam de responder às necessidades básicas da vida cotidiana, as mulheres se tornam protagonistas na busca por mudanças.
O papel das mulheres nas organizações
Embora as empresas não sejam regimes autoritários, elas enfrentam crises menos visíveis, como a dificuldade de inovar e a evasão persistente de mulheres em todos os níveis de carreira. Muitas mulheres entram em programas de desenvolvimento, mas não permanecem, não por falta de ambição, mas pela impossibilidade de participar de estruturas que se mostram incoerentes e impraticáveis.
Pesquisas mostram que organizações com mais diversidade de gênero em posições estratégicas apresentam melhor capacidade de adaptação e tomada de decisão em contextos complexos. No entanto, muitas empresas ainda tratam a permanência das mulheres como uma pauta periférica, ignorando que ambientes que não acolhem necessidades femininas tendem a ter desempenho inferior.
A importância da inclusão feminina
Atender às necessidades das mulheres não é apenas uma questão moral, mas um indicador da saúde organizacional. Estruturas que funcionam para as mulheres tendem a funcionar melhor para todos, tornando-se mais humanas, adaptáveis e sustentáveis. A pergunta central deve ser: que tipo de organização conseguimos sustentar quando as mulheres não se enxergam nela?
Investir em mulheres hoje não é apenas uma afirmação de valores, mas uma decisão estratégica para o futuro das organizações. Maíra Liguori, cofundadora da ONG Think Olga e da consultoria Think Eva, destaca que é essencial fomentar uma cultura organizacional que permita às mulheres prosperar.
Opinião
A inclusão feminina nas empresas é uma questão de sobrevivência organizacional e não apenas uma questão de justiça social.





