O diretor financeiro e de relacionamento com investidores da Petrobras, Fernando Melgarejo, declarou que não houve evolução nas discussões entre a estatal e a Acelen, proprietária da refinaria de Mataripe, após a realização do “due diligence”. A Acelen, controlada pelo fundo Mubadala Capital, adquiriu a refinaria em 2021.
Melgarejo também afirmou que a Petrobras possui um acordo de não-competição com a Vibra Energia, que será “integralmente cumprido” até 2029, impedindo qualquer tentativa de recompra da antiga BR Distribuidora. “Depois disso, voltamos a discutir”, ressaltou o executivo durante uma teleconferência sobre os resultados do segundo trimestre.
Resultados e Estratégias
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou que a empresa está ajustando sua capacidade de refino para focar em produtos mais rentáveis, como o diesel, que se tornou o “carro-chefe” da produção de derivados. As vendas de diesel aumentaram 9,3%, totalizando R$ 38,2 bilhões, enquanto as vendas de gasolina caíram 12,7%, somando R$ 15,2 bilhões.
Exploração na Bacia da Foz do Amazonas
A Petrobras continuará suas atividades de exploração na Bacia da Foz do Amazonas, localizada no Amapá, independentemente do resultado da perfuração em um poço em andamento. A empresa aguarda a liberação da licença ambiental pelo Ibama para perfurar três poços contingentes no bloco FZA-M-59. Chambriard enfatizou que a exploração deve prosseguir, independentemente da descoberta de petróleo no poço Morpho.
A diretora de exploração e produção da Petrobras, Sylvia Anjos, indicou que ainda faltam 500 metros a serem perfurados no poço Morpho para alcançar o reservatório. “Todos os desafios foram superados. Estamos aguardando ansiosamente esse poço”, concluiu Anjos.
Opinião
A falta de avanços nas negociações sobre Mataripe reflete a complexidade do setor e a necessidade de estratégias claras para o futuro.





