Economia

Petrobras aumenta preço do querosene de aviação em 13,9% e gera tensão no setor

Petrobras aumenta preço do querosene de aviação em 13,9% e gera tensão no setor

A Petrobras reajustou o preço do querosene de aviação (QAV) em 13,9%, com o novo valor em vigor a partir de 1º de outubro. O aumento médio é de R$ 0,68 por litro, e o preço do QAV agora varia de R$ 5,44 a R$ 5,70 por litro. Este reajuste é um reflexo das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que impactaram a logística da indústria do petróleo.

Impacto no setor aéreo

O QAV é responsável por cerca de 30% das despesas operacionais das companhias aéreas brasileiras, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Desde o início do ano, o preço do QAV já subiu 53,3%, o que representa um aumento de R$ 1,94 por litro.

Motivos do reajuste

A Petrobras atribui o aumento à elevação das cotações internacionais do QAV, impulsionada pela instabilidade no Estreito de Ormuz, uma passagem marítima crucial para a produção de petróleo. A guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã intensificou as perturbações na cadeia logística, resultando em preços mais altos.

Parcelamento do reajuste

Para amenizar o impacto financeiro, a Petrobras permitirá que as distribuidoras parcelem o reajuste em três parcelas mensais. Essa medida foi adotada após aumentos anteriores, incluindo um de 55% em abril e outro de 18% em maio. A estatal afirmou que todo volume solicitado pelas distribuidoras está garantido.

Opinião

Com a nova alta nos preços, as companhias aéreas enfrentam um cenário desafiador, que pode influenciar os custos das passagens e a operação do setor aéreo no Brasil.

Opinião

O reajuste da Petrobras no preço do QAV destaca a vulnerabilidade do setor aéreo às flutuações do mercado internacional e a necessidade de medidas que garantam a estabilidade dos preços.