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Palmeiras acusa Flamengo e Grêmio de mentirem sobre acordo da Libra

Palmeiras acusa Flamengo e Grêmio de mentirem sobre acordo da Libra

O Palmeiras divulgou um comunicado oficial no dia 7 de setembro de 2023, acusando o Flamengo e o Grêmio de mentirem em uma nota sobre a Liga do Futebol Brasileiro (Libra). O clube paulista apresentou uma versão diferente sobre a partilha de direitos de transmissão no contrato firmado com a Globo para o período de 2026 a 2029.

No comunicado, o Palmeiras afirmou que “não assinou qualquer documento que implique em receitas adicionais ao Grêmio” e destacou que o acordo com a Globo determina que o próprio clube gaúcho, bem como os demais signatários, pague um valor fixo anual ao Flamengo.

Críticas ao Acordo

A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, criticou o acordo, mencionando “atitudes predatórias” por parte do rival. O Flamengo e o Grêmio afirmaram em sua nota que “ampliarão suas participações nas receitas de audiência em relação ao modelo anteriormente proposto, assegurando receitas adicionais para ambos os clubes”. Essa afirmação foi contestada pelo Palmeiras, que não participou de qualquer acordo celebrado fora do âmbito institucional da Libra.

Saída da Libra

No dia 5 de setembro de 2023, o Palmeiras anunciou sua saída da Libra, horas após a liga e o Flamengo oficializarem um acordo sobre a distribuição de receitas. Apesar de sua saída, o Palmeiras não pretende se associar à Futebol Forte União (FFU) neste momento.

O Flamengo receberá R$ 150 milhões adicionais durante quatro anos, em parcelas iguais de R$ 37,5 milhões, conforme o acordo que foi assinado. O contrato com a Globo é avaliado em R$ 1,17 bilhão por temporada.

Distribuição de Receitas

A distribuição de receitas na Libra é definida da seguinte forma: 40% iguais para todos os clubes, 30% pela posição na tabela e 30% pela audiência. O Flamengo conseguiu questionar judicialmente o repasse das verbas, encontrando brechas no estatuto da Libra.

Opinião

A disputa entre os clubes revela a complexidade das relações financeiras no futebol brasileiro e a necessidade de maior transparência nas negociações.