Eleições

Romeu Zema revela patrimônio de R$ 178,7 milhões e provoca polêmica eleitoral

Romeu Zema revela patrimônio de R$ 178,7 milhões e provoca polêmica eleitoral

Os candidatos à Presidência e Vice-Presidência do Brasil começaram a declarar seus bens à Justiça Eleitoral, cumprindo uma exigência legal que demanda tanto o valor total do patrimônio quanto o detalhamento dos bens. Entre os destaques, o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), lidera em valores, com a declaração de um patrimônio de R$ 178,7 milhões, concentrados em participações societárias, ações e fundos de investimento.

Vale ressaltar que, nas eleições de 2022, quando foi reeleito para o Palácio da Liberdade, Zema havia declarado um patrimônio de R$ 129,7 milhões. Seu vice na chapa, o senador Eduardo Girão (Novo), também apresentou um patrimônio considerável de R$ 34,1 milhões, embora em 2024, ao disputar a prefeitura de Fortaleza (CE), tenha declarado R$ 48,2 milhões.

Declarações de outros candidatos

O empresário Renan Santos (Missão) declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 795 mil, a maior parte em “outros créditos e poupança vinculados”. Como não participou de outras eleições, não há como comparar sua evolução patrimonial. O vice da chapa de Renan, Coronel Medina, declarou R$ 1,6 milhão, incluindo itens como uma espada de oficial de carreira na Polícia Militar, avaliada em R$ 10 mil, e uma medalha de ouro maciço, avaliada em R$ 200 mil.

Além disso, a candidata Samara Martins (UP) foi a primeira a declarar seus bens, totalizando R$ 33 mil, sendo R$ 29 mil em um carro e R$ 4 mil em caderneta de poupança. Em 2022, ao concorrer à Vice-Presidência, seus bens somavam apenas R$ 3,3 mil. Por fim, a vigilante Raquel Brício (UP) declarou não ter bens.

Opinião

A divulgação dos patrimônios dos candidatos é essencial para a transparência eleitoral e permite que os eleitores façam escolhas mais informadas nas urnas.