Otto Lobo assumiu a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta segunda-feira, após sua nomeação publicada no Diário Oficial da União. Em uma ação inesperada, ele exonerou sete superintendentes, incluindo o superintendente geral, Florisvaldo Justino Machado Gonçalves.
A lista oficial menciona apenas seis superintendentes, mas fontes confirmaram que Andréa Araujo Alves de Souza, da Gestão de Pessoas, também foi demitida. Os outros exonerados incluem: Carlos Cesar Valentim Alves (Tecnologia da Informação), Cíntia de Miranda Moura (Administrativo-Financeiro), Daniel Valadão de Sousa Corgozinho (Desenvolvimento e Modernização Institucional), Geraldo Pinto de Godoy Junior (Desenvolvimento de Inteligência) e Vera Lucia Simões Alves Pereira de Souza (Planejamento e Inovação).
Além disso, Bruno Barbosa de Luna, chefe da Assessoria de Análise Econômica, também foi exonerado. A exoneração de Paloma Ferraz, que chefiava a assessoria de comunicação, também ocorreu, sendo ela uma colaboradora do ex-superintendente de comunicação João Mançal, que saiu em maio.
A CVM possui 12 superintendências, e a expectativa é que os novos titulares sejam divulgados em breve. Em comunicado, Lobo destacou a importância de sua nova posição em um momento crítico para o mercado de capitais brasileiro. “A CVM deve estar à altura do que o mercado e os investidores esperam dela”, afirmou.
Além das exonerações, Lobo reconduziu Maurício Bulcão ao cargo de chefe de gabinete, que havia sido demitido em abril pelo então presidente interino João Accioly, gerando descontentamento a Lobo. A escolha de Lobo, nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, gerou polêmica, especialmente em relação a possíveis favorecimentos ao Banco Master.
Opinião
A mudança abrupta na liderança da CVM sinaliza um novo direcionamento sob Otto Lobo, que promete transformar a autarquia em resposta às demandas do mercado.





