O governo Lula (PT) classificou como “arbitrária e injustificada” a nova tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, em vigor desde 22/07/2026. Essa medida se soma a uma sobretaxa de 25%, que já afeta o comércio entre os países.
Em uma nota oficial, o Palácio do Planalto acusou o USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) de manipular questões de direitos humanos para justificar uma política comercial protecionista. O governo brasileiro enfatizou que, enquanto o Brasil ratificou 66 Convenções da OIT, os EUA apenas ratificaram 10, sendo apenas uma delas relacionada ao trabalho forçado.
Reação e medidas do governo
Em resposta à nova tarifa, o governo brasileiro anunciou que acionará a Lei da Reciprocidade e levará o caso ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC. O vice-presidente Geraldo Alckmin já havia mencionado que a reciprocidade estava “na mesa”, embora o governo tenha recuado anteriormente, buscando evitar uma “guerra comercial”.
O Executivo afirmou que iniciará imediatamente os trâmites para a reciprocidade, considerando as tarifas como completamente arbitrárias. “Vamos acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional”, destacou a nota.
Indústria pede negociações
A FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) defendeu a intensificação das negociações diplomáticas e comerciais entre Brasil e EUA como a principal solução para mitigar os impactos das novas tarifas. A coordenadora de Negócios Internacionais da FIEMG, Verônica Winter, alertou que a sobretaxa pode comprometer a competitividade da indústria nacional e gerar insegurança para as empresas.
Opinião
A situação exige uma resposta firme e estratégica do governo brasileiro para proteger a indústria nacional e garantir um comércio justo entre os países.





