O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, detalhou em 2 de outubro os setores que podem ser severamente afetados caso a proposta do governo dos Estados Unidos de taxar em 25% os produtos brasileiros seja implementada. A declaração foi feita em Brasília, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin.
Segundo o ministro, 21% das exportações brasileiras para os EUA estão ameaçadas, com os setores mais expostos sendo os de máquinas, equipamentos, plásticos, e calçados. “Os setores mais atingidos seriam os de máquinas e equipamentos, que têm valor agregado e trazem muito prejuízo para emprego e renda”, destacou.
Reações do governo brasileiro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que o Pix não está na mesa de negociações, reafirmando a soberania nacional. O ministro Márcio Rosa foi enfático ao afirmar que não haverá retrocesso em temas de soberania, e criticou quem complica o diálogo com os EUA.
Ele mencionou diretamente o senador Flávio Bolsonaro, que foi criticado por dificultar as conversas entre Brasília e Washington. O senador teve uma agenda na Casa Branca e sua proposta de classificar facções brasileiras como terroristas foi vista como um obstáculo às relações bilaterais.
Histórico de negociações
O ministro ressaltou que o Brasil mantém canais de comunicação abertos desde a reunião entre Lula e o ex-presidente Donald Trump. Desde então, o governo brasileiro participou de pelo menos quatro reuniões com o USTR, sendo a última em 28 de maio. O ministro enfatizou a importância de esclarecer a posição do Brasil e defender os interesses do povo brasileiro.
Opinião
A situação exige uma articulação cuidadosa do governo para proteger os setores mais vulneráveis da economia brasileira diante da ameaça de taxação dos EUA.





