O Ministério da Saúde (MS) protocolou no dia 24 de outubro de 2023 um pedido à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) para a inclusão das canetas emagrecedoras (GLP-1) no rol de medicamentos disponíveis pelo SUS. O pedido é justificado pelo aumento significativo no número de pacientes com obesidade, que cresceu de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024.
O Ministério argumenta que esse aumento gera a necessidade de acompanhamento e tratamento prolongado, impactando a mortalidade e a qualidade de vida dos pacientes, além de afetar os gastos do sistema de saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já recomenda o tratamento da obesidade a longo prazo, destacando que sem políticas adequadas, o acesso a essas terapias pode aumentar as disparidades de saúde.
Em agosto de 2023, a Conitec havia rejeitado a inclusão das canetas emagrecedoras, citando o alto impacto financeiro. No entanto, o MS afirma que a situação mudou, com uma redução de 70% nos custos desses medicamentos no Brasil em menos de um ano. Atualmente, o preço das canetas varia entre R$ 300 e R$ 400, uma queda significativa em relação aos preços anteriores, que chegavam a R$ 1.700.
Até o momento, 25 canetas emagrecedoras foram registradas no Brasil, sendo 14 delas em 2026, resultado da estratégia do Ministério da Saúde e da Anvisa, que incluem versões produzidas nacionalmente e medicamentos genéricos. O Brasil se tornou o país com a maior variedade de canetas emagrecedoras no mundo, o que contribuiu para a queda nos preços.
O MS também destacou que, caso a incorporação das canetas seja aprovada, haverá critérios para o acesso ao tratamento com GLP-1, assegurando que a utilização se dará em pacientes cuja obesidade possa trazer benefícios significativos para a saúde e redução de complicações.
Em uma recente agenda com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, mencionou a importância da redução de custos e afirmou que as canetas emagrecedoras devem ser utilizadas “de forma responsável” no SUS.
Opinião
A proposta do Ministério da Saúde de incluir as canetas emagrecedoras no SUS é um passo importante, mas requer atenção para garantir que o uso seja realmente seguro e eficaz para os pacientes.





