O ministro da Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, confirmou que a nova tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos resultará em uma dupla taxação de 37,5% para setores estratégicos das exportações brasileiras. Essa carga tributária afetará diretamente setores como calçados, máquinas e equipamentos.
Segundo informações do ministro, cerca de 2 mil produtos, incluindo carnes, café e suco de laranja, permanecerão isentos dessa nova tarifa. Contudo, a celulose e os pescados, que não estavam sujeitos à taxa anterior de 25%, agora enfrentarão a nova alíquota de 12,5%.
Decisão da Suprema Corte e Reação do Brasil
O ministro também destacou que os EUA utilizaram a investigação da “Seção 301” sobre suposto trabalho forçado como uma justificativa para substituir a decisão da Suprema Corte americana, que declarou inconstitucional a sobretaxa de 10% aplicada a 60 países. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reforçou essa análise, afirmando que a nova taxa é um expediente para contornar a decisão judicial.
O Brasil, por sua vez, não aceitará essa imposição e já anunciou que levará a contestação à Organização Mundial do Comércio (OMC). O governo brasileiro também se comprometeu a oferecer R$ 18,5 bilhões em créditos para empresas afetadas, com a condição de que mantenham seus empregos.
Próximos Passos e Contatos com os EUA
Ainda segundo o ministro Rosa, novos contatos com o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) estão previstos para ocorrer no próximo mês, após a conclusão de um levantamento detalhado dos dados técnicos. A prioridade do governo é preparar os setores atingidos para diversificação de mercados e enfrentar legalmente a nova medida.
Opinião
A situação exige uma resposta firme do Brasil para proteger seus interesses comerciais e garantir a competitividade de seus produtos no mercado internacional.





