O Ministério da Cultura homologou o tombamento do Palacete Celina Guinle e Linneo de Paula Machado e de seus jardins, localizado na cidade do Rio de Janeiro. A Portaria 314/2026, que oficializa essa decisão, foi publicada em 14 de agosto de 2026 e foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural em junho deste ano.
O processo de tombamento do palacete tramita no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1990. Com a homologação, o imóvel e seus jardins passam a contar com proteção definitiva do patrimônio cultural brasileiro, assegurando a preservação de suas características históricas, arquitetônicas e paisagísticas.
Histórico do Palacete
Construído entre 1900 e 1906, o palacete foi um presente de casamento para Celina Guinle e Linneo de Paula Machado, este último fundador do Jockey Club Brasileiro. O imóvel possui mais de 1,1 mil metros quadrados e conta com 30 cômodos, incluindo escadarias e estátuas de mármore, além de um extenso jardim, que é uma das últimas áreas verdes da região.
O casarão já havia sido tombado pelo município e pelo estado, mas em junho de 2026 recebeu o tombamento do Iphan. A decisão também incluiu a incorporação do nome de Celina Guinle ao palacete, como forma de resgatar sua figura na história. Desde 2018, o imóvel abriga a Casa Firjan, após ser adquirido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, que promoveu restaurações e construiu um anexo no terreno.
Opinião
A homologação do tombamento do Palacete Celina Guinle é um passo importante para a preservação da cultura e história do Rio de Janeiro, destacando a relevância de espaços históricos na identidade da cidade.





