A oposta Tifanny, de 41 anos e primeira transgênero a atuar na Superliga, se manifestou sobre a nova política de elegibilidade da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). A regra, anunciada em 14 de outubro, restringe a participação nas competições femininas a atletas designadas como sexo biológico feminino ao nascer.
Tifanny considera essa nova regra um enorme retrocesso e afirmou que não desistirá de seguir jogando. Em seu pronunciamento, realizado após a estreia do Osasco no Campeonato Paulista em 15 de outubro, a jogadora expressou sua indignação: “A CBV está tirando tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que eu venho exercendo todos esses anos”.
A partida, que ocorreu no Ginásio José Liberatti, resultou em uma derrota do Osasco para o Pinheiros por 3 sets a 2, apesar dos 19 pontos marcados por Tifanny. A jogadora foi aplaudida pela torcida, mas a nova política da CBV já gerava polêmica. Segundo a entidade, as atletas devem agora apresentar resultado negativo para o gene SRY, um critério que exclui muitas jogadoras trans.
Tifanny ressaltou que a nova regra não afeta apenas a sua carreira, mas também o seu clube, a torcida e o direito de todas as pessoas trans. “Voltamos para a forma vexatória como se testavam as atletas nos anos 60 e 70”, disse a atleta, que começou a sua trajetória no vôlei feminino em 2017 e foi campeã da Superliga em 2025.
A participação de Tifanny na partida ocorreu após a Federação Paulista de Volleyball (FPV) informar que o Estadual seguiria o regulamento vigente. Contudo, a FPV indicou que “eventuais medidas” seriam tomadas para as próximas competições após análise jurídica e de saúde.
Opinião
A nova regra da CBV levanta questões importantes sobre inclusão e direitos no esporte, refletindo um desafio que vai além das quadras.





