A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta novos desafios com a abertura de um inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e investigações envolvendo o senador Jaques Wagner.
No dia 30 de julho de 2026, o ministro do STF André Mendonça autorizou a investigação de Lulinha, que é suspeito de corrupção e tráfico de influência no mercado de cannabis medicinal. A Polícia Federal investiga se Lulinha favoreceu a empresa World Cannabis, ligada ao lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A defesa de Lulinha nega as irregularidades e afirma que ele não exerceu influência em favor do empresário.
Quebra de sigilo e ligações suspeitas
Na mesma data, a quebra de sigilo das investigações da Operação Compliance Zero foi autorizada, revelando 74 ligações entre Jaques Wagner e o ex-sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima. As conversas totalizaram mais de cinco horas ao longo de um ano e meio, com temas relacionados a interesses do banco. As investigações indicam que Wagner recebeu vantagens, como uso de jatinhos privados e ingressos para o show da cantora Taylor Swift.
Impacto nas pesquisas e percepção pública
A divulgação das investigações teve um impacto direto nas pesquisas, com Wagner caindo 6% nas intenções de voto desde as revelações. Analistas acreditam que os casos podem reacender a discussão sobre corrupção, um tema que, embora ainda relevante, perdeu protagonismo em comparação a questões como saúde, segurança e economia. Para muitos, o estigma de corrupção associado ao PT continua presente na mente do eleitorado.
Oposição e a corrida eleitoral
A oposição vê uma oportunidade de reposicionar a corrupção como um tema central nas eleições, enquanto Lula, como único candidato da esquerda à presidência, pode não ser substancialmente afetado por essas denúncias. Especialistas apontam que a polarização política tem ajudado a relativizar a importância das investigações, com os eleitores tendendo a minimizar escândalos de candidatos de seus próprios partidos.
Opinião
As investigações envolvendo Lulinha e Jaques Wagner representam um novo desafio para a campanha de Lula, que, embora ainda seja considerado favorito, enfrenta um cenário eleitoral cada vez mais incerto.





