Eleições

Lula ironiza Neymar e Flávio Bolsonaro defende jogador em disputa acirrada

Lula ironiza Neymar e Flávio Bolsonaro defende jogador em disputa acirrada

O jogador da seleção brasileira, Neymar Jr., se tornou o centro de uma disputa política entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência. O embate começou durante um evento em Belo Horizonte no dia 19 de junho de 2026, quando Lula ironizou a presença do atacante na Copa do Mundo, afirmando que Neymar era o “primeiro convocado home office do mundo”.

A declaração de Lula, que gerou risadas na plateia, faz referência ao fato de que Neymar estava em recuperação de uma lesão e não havia jogado na competição. A fala gerou uma onda de reações nas redes sociais, onde apoiadores e críticos do governo debateram se a ironia do presidente era apenas uma brincadeira ou uma provocação política.

Em resposta indireta, o perfil oficial de Neymar postou a expressão “No day off” em suas redes sociais, transmitindo uma mensagem de dedicação e trabalho contínuo, sem mencionar Lula diretamente. Essa postagem foi vista como uma reação à ironia do presidente.

Flávio Bolsonaro defende Neymar

No dia seguinte, em 20 de junho, Flávio Bolsonaro saiu em defesa de Neymar, elogiando o jogador e criticando a fala de Lula. O senador afirmou que Neymar teria prestado mais serviços ao país do que o presidente e chamou Lula de “presidente turista”. Além disso, Flávio apareceu em um evento de pré-campanha em São Paulo vestindo uma camisa da seleção brasileira com o nome e número de Neymar.

A defesa de Neymar por Flávio Bolsonaro também remete à relação do jogador com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que entregou uma medalha a Neymar em 2023 e com quem o jogador se alinhou publicamente durante as eleições de 2022. Em maio de 2026, o Partido Liberal já havia utilizado Neymar em sua campanha, associando o jogador à pré-candidatura de Flávio.

Opinião

A disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro em torno de Neymar revela como o futebol e a política se entrelaçam no Brasil, refletindo a polarização atual.