A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou, em 23 de setembro de 2026, um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para investigar a suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras, favorecendo o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Além disso, o presidenciável Renan Santos, do Movimento Missão, também acionou o TSE, pedindo medidas cautelares para proteger a soberania eleitoral. As acusações surgem em meio a alegações de que perfis estrangeiros e figuras associadas à política americana estariam promovendo anúncios pagos em favor de Flávio, utilizando a plataforma de apostas Polymarket para criar uma falsa impressão de favoritismo.
Investigação e Medidas Cautelares
O PT solicitou a abertura de um inquérito pela Polícia Federal e medidas que impeçam a interferência de governos estrangeiros nas eleições, incluindo a proibição de que plataformas digitais e instituições financeiras executem ordens externas que possam afetar o processo eleitoral. O partido argumenta que os anúncios pagos configuram descumprimento de uma liminar anterior e pede a apuração de possíveis crimes eleitorais, como falsidade ideológica e lavagem de capitais.
Coligação Brasil Pronto Pra Mais e Ações Contra Flávio
A Coligação Brasil Pronto Pra Mais, que representa Lula, também pediu ao TSE a investigação de Flávio, de seu vice Alfredo Gaspar, e do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. A coligação alega abuso de poder econômico e político, além do uso indevido de meios de comunicação relacionados à interferência externa.
Se as denúncias forem confirmadas, a coligação pede a cassação dos registros de Flávio e Gaspar e a inelegibilidade de Flávio e Eduardo por oito anos, com base nas articulações que teriam favorecido a candidatura do PL.
Reação do Governo Americano e Denúncias de Renan Santos
O governo dos Estados Unidos negou as acusações de interferência nas eleições. Entretanto, Renan Santos destacou a gravidade da situação, mencionando que perfis ligados ao ex-presidente Donald Trump estariam impulsionando conteúdo pago para eleitores brasileiros, o que, segundo ele, configura crime eleitoral.
Opinião
A crescente tensão entre as campanhas eleitorais e a suposta interferência externa traz à tona questões críticas sobre a integridade do processo democrático no Brasil. A investigação será fundamental para esclarecer os fatos e garantir a soberania eleitoral.





