No Brasil, 39% das mulheres já abriram mão de uma vaga de emprego ou oportunidade profissional devido a dificuldades de deslocamento. A pesquisa O Direito de Ir, Vir e Viver, realizada pela Indique em parceria com a Think Eva e a 99, revela que a insegurança e os custos elevados são os principais fatores que levam a essa decisão.
Dificuldades de deslocamento impactam compromissos profissionais
Além disso, 54% das entrevistadas relataram ter deixado de comparecer a compromissos de trabalho pelos mesmos motivos. A pesquisa, que ouviu 564 mulheres entre 18 e 60 anos, também mostrou que 21% desistiram de capacitação, incluindo faculdade, devido a esses obstáculos.
Insegurança e assédio são preocupações constantes
A insegurança é um fator crítico, com 87% das mulheres evitando certos bairros ou regiões da cidade. A pesquisa destacou que 89% relataram ter sido vítimas de assédio em veículos, sendo o ônibus o meio mais citado (68,8%). A maioria das entrevistadas (80%) usa carros por aplicativo, mesmo com o custo elevado.
Impacto na mobilidade e nas rotinas diárias
Com 68% das mulheres não possuindo veículo próprio, a pesquisa revelou que 52% gastam mais de uma hora por dia em deslocamentos. A precariedade do transporte público e a distância dos locais de trabalho são barreiras significativas, com 15% e 14% das mulheres citando esses fatores, respectivamente.
Mulheres e cuidados: uma rotina complexa
O estudo também abordou a questão do cuidado, onde 54% das entrevistadas afirmaram que realizam essa tarefa sozinhas. Isso influencia diretamente seus trajetos, que muitas vezes incluem paradas para atender às necessidades de dependentes.
Opinião
Os dados da pesquisa mostram como a mobilidade urbana e a segurança impactam diretamente a vida das mulheres no Brasil, ressaltando a urgência de políticas públicas que garantam um transporte seguro e acessível.





