O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma crítica contundente às interferências externas nas eleições brasileiras, em um discurso onde oficializou Fernando Haddad como candidato ao governo de São Paulo. Durante o evento, Lula destacou que o Brasil deseja manter relações diplomáticas com todos os países, mas não aceitará intromissões em seu processo eleitoral.
Lula afirmou que “quem de fora quiser se meter nas eleições brasileiras vai apanhar muito aqui nas eleições”, enfatizando que o destino do Brasil será decidido por 157 milhões de eleitores. Ele também deixou claro que os eleitores de São Paulo têm a palavra final sobre o futuro do estado: “Quem vai decidir o destino de São Paulo são os eleitores de São Paulo. Por isso, o aviso está dado”.
Reação à suposta missão dos EUA
A fala de Lula é uma resposta a uma suposta missão de diplomatas norte-americanos que estariam no Brasil para investigar a integridade do sistema eleitoral. Para impedir essa ação, o Itamaraty negou vistos a dois diplomatas do Departamento de Estado dos Estados Unidos no dia 24 de julho de 2026. Os diplomatas, Riley M. Barnes e Samuel Samson, estariam ligados a uma estratégia do governo de Donald Trump para questionar a lisura das urnas eletrônicas brasileiras.
Lula reiterou que o Brasil prioriza a cooperação pacífica e não deseja “futrica” em seus assuntos internos: “O Brasil é soberano, quer manter relações com todos os países do mundo. O Brasil não quer guerra. O Brasil não quer fazer futrica”.
Opinião
A declaração de Lula reflete a crescente tensão entre o Brasil e os Estados Unidos, evidenciando a importância da soberania nacional em processos eleitorais.





