O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, em entrevista ao programa Sem Censura, a possibilidade de uma transição para a redução da jornada de trabalho, que pretende alterar a carga de 44 horas para 40 horas semanais. Lula também se manifestou contra o fim da escala 6×1, onde o trabalhador tem apenas um dia de descanso após seis dias de trabalho.
“Nós defendemos que a redução seja de uma vez, de 44 horas para 40 horas. E fim de papo, sem reduzir salário. Obviamente que nós não temos força para aprovar tudo o que a gente quer, então temos que negociar”, afirmou o presidente.
Reunião com Hugo Motta e Luiz Marinho
Na próxima semana, Lula terá uma reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, para discutir a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que visa a redução da jornada de trabalho. A apresentação do parecer da PEC, que estava prevista para esta semana, foi adiada para 25 de setembro, com a votação no colegiado agendada para 27 de setembro.
Proposta de emenda à Constituição
A proposta em análise institui uma nova escala máxima de 5×2, garantindo pelo menos dois dias de descanso semanal remunerado, além de eliminar a escala 6×1. Lula enfatizou a necessidade de que o texto seja votado e que os opositores tenham coragem de se posicionar. “Não dá para aceitar ficar quatro anos para fazer, meia hora por ano, uma hora por ano, aí é brincar de fazer redução”, destacou.
Controle de preços dos combustíveis
Além da jornada de trabalho, Lula também abordou o controle de preços dos combustíveis, afirmando que o governo está empenhado em garantir que a fiscalização seja rigorosa contra reajustes abusivos. Ele fez um apelo para que o Senado vote rapidamente a PEC da Segurança Pública e prometeu vetar um projeto de lei que permite o envio de mensagens em massa durante as eleições.
Opinião
A proposta de redução da jornada de trabalho e o controle de preços dos combustíveis refletem a postura proativa do governo em buscar melhorias para a classe trabalhadora, mas a efetividade dessas medidas depende da articulação política e da mobilização social.





