O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que ainda não decidiu se irá participar dos debates presidenciais programados para 2026. Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda, Lula afirmou que avaliará o formato dos encontros antes de confirmar sua presença.
Três debates estão marcados entre agosto e outubro de 2026. O primeiro debate ocorrerá no dia 23 de agosto na TV Band, com transmissão conjunta da TV Cultura, TV Gazeta e Jovem Pan. Em seguida, haverá outro debate no dia 14 de setembro, realizado por um pool de emissoras, incluindo SBT, CNN Brasil e a revista Veja. O último debate antes do primeiro turno está agendado para 1º de outubro na TV Globo.
Lula, que busca um quarto mandato aos 80 anos, expressou sua preocupação sobre a qualidade do debate. Ele afirmou que não pretende comparecer a encontros que, segundo ele, não contribuam para o debate público ou que sirvam apenas para ataques entre adversários. “Eu, enquanto presidente, não vou para debate para ouvir bobagem”, disse.
O presidente também mencionou que nunca se recusou a participar de debates eleitorais, mas já se ausentou em algumas ocasiões, como no debate do SBT em 2022, onde alegou conflito de agenda. “Nunca me recusei a ir a debate, mas não vou me prestar a dar colher de chá a quem não merece”, declarou.
Nos bastidores da campanha, a possibilidade de Lula não participar dos debates já vinha sendo discutida. Uma ala acredita que sua ausência poderia protegê-lo de ataques concentrados, enquanto outra defende que sua presença é essencial para confrontar diretamente os candidatos da oposição, especialmente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Além disso, Lula ressaltou que a esquerda ainda não conseguiu formar um candidato que possa herdar seu capital político, o que motiva sua candidatura. “Eu não sou candidato porque quero ser candidato outra vez. Meu desejo, se eu pudesse, era descansar com minha namorada, com minha Janjinha. Mas não vou deixar a extrema direita voltar”, completou.
Opinião
A escolha de Lula em participar ou não dos debates reflete sua estratégia política e a situação atual da esquerda no Brasil, que busca se reorganizar para as próximas eleições.





