O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo contundente aos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, durante um evento na Espanha. Ele pediu que os países interrompam “essa loucura de guerra”, afirmando que o mundo não suporta mais os conflitos. A declaração foi feita na 1ª Reunião da Mobilização Progressista Global, realizada em Barcelona.
Lula enfatizou que os membros permanentes do Conselho, que incluem China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos, se tornaram “senhores de guerra”, pois não permitem que as decisões avancem, com um país aprovando e outro vetando. Ele criticou a credibilidade da ONU, afirmando que ela foi corroída pela atuação desses países e defendeu a necessidade de mudanças na governança global.
Críticas a Conflitos e Propostas de Mudança
O presidente brasileiro mencionou conflitos históricos, como as guerras no Iraque e na Líbia, além de criticar os ataques de Israel à Faixa de Gaza. Ele declarou: “Não queremos guerra fria entre China e Estados Unidos. Queremos liberdade, queremos livre comércio. Não queremos protecionismo”.
Lula também propôs que os recursos que seriam destinados à compra de armamentos sejam redirecionados para o combate à insegurança alimentar e para investimentos em saúde e energia. Ele destacou os efeitos devastadores dos conflitos sobre os países do Sul Global, que, segundo ele, “pagam a conta de guerras que não provocaram e de mudanças climáticas que não causaram”.
O presidente ainda afirmou que o Sul Global é tratado como “quintal das grandes potências”, sendo sufocado por tarifas abusivas e dívidas impagáveis.
Opinião
A postura de Lula em relação ao Conselho de Segurança da ONU reflete uma crescente insatisfação com a desigualdade nas relações internacionais e a necessidade de uma governança mais justa.





