O governo do Reino Unido anunciou sanções rigorosas nesta terça-feira, 5 de março de 2026, contra 35 pessoas e entidades envolvidas no desenvolvimento de drones para a Rússia e na exploração de migrantes em situação de vulnerabilidade. Essas sanções visam desmantelar redes que se aproveitam de indivíduos, enviando-os para a linha de frente da guerra na Ucrânia.
As autoridades britânicas destacaram que as redes sancionadas têm recrutado de forma enganosa imigrantes, utilizando-os como carne de canhão ou empregando-os em fábricas de armas. O secretário de Estado para Sanções, Stephen Doughty, classificou essa prática como “bárbara” e ressaltou o compromisso de Londres em apoiar a defesa da Ucrânia.
Desenvolvimento de Drones e Tráfico de Pessoas
O Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido também enfatizou o uso indiscriminado de drones pela Rússia, que lançou mais de 200 drones diariamente sobre o território ucraniano em março de 2026, o maior número mensal registrado até agora. É previsto que a Rússia supere esse recorde em abril.
Entre os alvos sancionados está Pavel Nikitin, desenvolvedor do drone VT-40, e Polina Alexandrovna Azarnij, que facilitou o tráfico de cidadãos de países como Egito, Iraque e Marrocos para a Ucrânia, onde são enviados com treinamento mínimo. As sanções também atingem entidades situadas na Tailândia e na China, que fornecem componentes para a indústria de armamento russa.
Reação da Rússia
A Embaixada da Rússia em Londres criticou as sanções, descrevendo-as como “ilegítimas” e “hostis”, e assegurou que não terão impacto na guerra em curso, apesar das declarações das autoridades britânicas. A missão diplomática afirmou que Londres é responsável por atiçar as chamas do conflito, injetando dinheiro e armamento no regime de Kiev.
Opinião
As sanções do Reino Unido refletem uma tentativa de pressionar a Rússia e interromper práticas consideradas inaceitáveis, mas o impacto real ainda é incerto diante da resistência russa.





