LALIGA, responsável por organizar o campeonato espanhol de futebol, tem enfrentado uma batalha contínua contra a transmissão ilegal de partidas. No entanto, um estudo recente revela que as ações da liga têm causado efeitos colaterais indesejados, resultando no bloqueio de mais de 500 mil sites legítimos na Espanha.
Um relatório do Observatório Aberto de Interferência na Rede (OONI) analisou dados de sites derrubados durante as transmissões e constatou que essa prática afetou não apenas sites piratas, mas também páginas de organizações respeitáveis, como Anistia Internacional e Greenpeace, além de serviços de mensageria como WeChat.
Impacto do bloqueio
O bloqueio de sites ocorre minutos antes do início das partidas do campeonato espanhol, que envolve times como Real Madrid e Barcelona. Isso acontece devido ao método utilizado pela LALIGA, onde provedores de internet bloqueiam endereços de IP associados a plataformas ilegais. Contudo, muitos desses IPs são compartilhados entre diversos sites, resultando em um efeito cascata que derruba tanto os ilegais quanto os legítimos.
De acordo com o relatório, o bloqueio afetou 5,8% de uma amostra de 9,2 domínios mais populares da internet, levantando preocupações sobre a eficácia e a justiça desse método. Além disso, a LALIGA estima que os clubes participantes perdem entre 600 a 700 milhões de euros anualmente devido a transmissões ilegais, o que justifica suas ações.
Ações da LALIGA no Brasil
No Brasil, a LALIGA firmou um acordo de transmissão com a LiveMode, que detém a CazéTV. O contrato, que se estende por seis temporadas, permitirá que a emissora transmita partidas gratuitamente no YouTube, ampliando o acesso aos jogos enquanto combate a pirataria.
Opinião
A luta da LALIGA contra a pirataria é válida, mas o impacto sobre sites legítimos levanta questões sobre a necessidade de métodos mais precisos e justos.





