O cenário eleitoral de 2026 está se intensificando com a recente candidatura de Pablo Marçal à Presidência da República pelo PRTB, registrada em 15 de agosto. Marçal, que está inelegível até 2032, conseguiu uma liminar para disputar, mesmo diante de sua situação irregular. Sua estratégia de marketing, que já havia sido utilizada em 2024, continua a gerar polêmica e atenção.
Enquanto isso, Renan Santos, candidato à Presidência pelo partido Missão, também tenta captar a atenção do eleitorado. De acordo com a pesquisa Quatest de 14 de agosto, Santos tem 4% das intenções de voto, empatado com Ronaldo Caiado e Romeu Zema, dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais. Já na pesquisa AtlasIntel de 29 de julho, ele alcançou 7,8%, superando Caiado e Zema, que têm 3,1% e 2,8%, respectivamente, considerando a margem de erro de 1 ponto percentual.
Estratégias de marketing em disputa
A estratégia de “economia da atenção” que Marçal usou em 2024, focando em polêmicas para atrair o eleitor, está sendo replicada por Santos. O candidato do Missão tem se posicionado ao lado de governadores em sua campanha, mas corre o risco de aumentar sua rejeição, assim como ocorreu com Marçal. Especialistas em marketing político alertam que a agressividade pode ter um custo alto em termos de credibilidade.
Marçal, que quase venceu a eleição municipal em São Paulo, se tornou conhecido por suas táticas polêmicas, como o famoso debate em que foi agredido por José Luiz Datena. Santos, por sua vez, tem adotado uma abordagem mais comedida, mas ainda assim provocativa, como ao sugerir ações drásticas contra a corrupção e ao apresentar sua candidatura em locais estratégicos.
Desafios para os candidatos
Ambos os candidatos enfrentam desafios significativos. A estratégia de guerrilha digital, que funcionou para Marçal, pode não ter o mesmo impacto para Santos, que chega após o efeito Marçal. Analistas afirmam que a repetição de táticas anteriores pode não ser suficiente para garantir a vitória nas urnas.
Opinião
A dinâmica das campanhas de 2026 mostra como a inovação e a polêmica são ferramentas poderosas, mas também arriscadas. A capacidade de um candidato de se destacar e manter a credibilidade será crucial para o sucesso nas eleições.





