Eleições

Kassio Nunes Marques alerta embaixadores sobre riscos da IA nas eleições de 2026

Kassio Nunes Marques alerta embaixadores sobre riscos da IA nas eleições de 2026

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, defendeu a segurança e a eficiência do sistema eleitoral brasileiro durante uma reunião com 86 embaixadores estrangeiros em Brasília, realizada em 17/08/2026. Durante o encontro, o ministro alertou sobre os riscos do uso de inteligência artificial (IA) nas campanhas eleitorais e nos dois turnos das eleições de 2026.

Nunes Marques enfatizou que o Brasil se tornou uma referência mundial na organização de eleições, resultado da adoção de normas e tecnologias que garantem transparência, segurança e credibilidade ao processo eleitoral. Ele destacou que o uso de IA representa um dos principais desafios para as eleições deste ano, mencionando a possibilidade de produção de vídeos e áudios manipulados que podem enganar eleitores e distorcer o debate público.

Proibição de deepfakes eleitorais

Durante a reunião, o TSE anunciou a proibição do uso de deepfakes eleitorais para favorecer ou prejudicar candidaturas, mesmo com a autorização da pessoa reproduzida. O plenário da Corte ainda deve discutir a aplicação das regras a vídeos e áudios gerados por IA que imitem pessoas reais. A questão ganhou destaque após o partido PL exibir um vídeo com IA que reproduzia a imagem e a voz do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a convenção que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência.

Mecanismos de segurança e plano de ação

A reunião também abordou os mecanismos de segurança das urnas eletrônicas, a identificação dos eleitores, a biometria e o combate à desinformação. Nunes Marques afirmou que qualquer alteração no código das urnas seria detectada pelos mecanismos de segurança adotados pela Justiça Eleitoral. O TSE elaborou um plano de ação para orientar o uso da tecnologia nas eleições de 2026.

Opinião

A discussão sobre o uso de IA nas eleições é crucial para garantir a integridade do processo democrático e a confiança dos eleitores.