O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que está acompanhando “muito de perto” as eleições brasileiras, que ocorrerão em 1º de outubro, em 1º turno. A declaração foi feita na saída da Casa Branca, antes de embarcar para o Texas. Trump destacou a importância do Brasil, afirmando que é um “grande país” e que a eleição é “muito importante”, mas não declarou apoio a nenhum candidato.
A fala de Trump ocorre em um contexto de tensões crescentes entre os governos brasileiro e norte-americano. Um relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) indicou um risco de interferência dos EUA nas eleições de 2026, classificando essa possibilidade com um “nível de criticidade”. O documento sugere que a hegemonia dos EUA na América Latina é uma prioridade para o segundo governo de Trump.
O relatório também menciona que o objetivo dos Estados Unidos seria afastar rivais, como a China, de ativos estratégicos na região. A Abin observou uma intensificação das ações dos EUA em relação ao Brasil nos últimos meses, incluindo medidas econômicas e políticas prejudiciais aos interesses nacionais.
Além disso, em julho, o governo brasileiro negou visto a dois funcionários do Departamento de Estado dos EUA, que planejava discutir questões relacionadas à liberdade de expressão nas eleições. Essa visita estava relacionada a eventos que envolveram políticos que questionaram as urnas eletrônicas.
Opinião
A situação entre Brasil e EUA se torna cada vez mais delicada, e o acompanhamento de Trump pode acirrar ainda mais as tensões já existentes.





