A Polícia Federal deflagrou, no dia 1° de outubro de 2026, a Operação Tarântulas II, com a finalidade de combater o tráfico de animais silvestres, em especial as tarântulas nativas brasileiras. A operação foi realizada com o apoio da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (COPPA), da Polícia Militar de São Paulo e do Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS/INEMA).
Mandados de Busca e Apreensão
Durante a operação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nos municípios de Salvador (BA), São Paulo (SP), Santa Rosa de Viterbo (SP) e Jaguariaíva (PR). Esta ação é um desdobramento da Operação Tarântulas, que foi deflagrada em setembro de 2025.
Investigações e Apreensões
A investigação teve início após a identificação de um esquema voltado para a criação e comercialização clandestina de aracnídeos, incluindo espécies brasileiras com alto valor no mercado internacional. Na primeira fase, mais de 200 espécimes de aranhas, escorpiões e lacraias foram apreendidos, além de dispositivos eletrônicos e documentos que evidenciam uma rede de tráfico nacional e internacional.
A análise do material apreendido possibilitou a identificação de novos investigados e indicativos de uma rede estruturada, composta por criadores, intermediários e compradores em diversos estados do Brasil, além de contatos com comerciantes no exterior.
Crimes e Consequências
Os elementos coletados até o momento sugerem a prática de crimes como a aquisição e guarda ilegal de espécimes da fauna silvestre, receptação e contrabando. Os animais apreendidos foram encaminhados ao CETAS para cuidados e avaliação técnica.
Opinião
A operação evidencia a necessidade de um combate rigoroso ao tráfico de animais silvestres, que ameaça a biodiversidade e o equilíbrio ambiental no Brasil.





