Eleições

Juíza Adriana Simette nega pedido de Gleisi e mantém vídeo de Dallagnol

Juíza Adriana Simette nega pedido de Gleisi e mantém vídeo de Dallagnol

A juíza Adriana de Lourdes Simette, do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), negou um pedido da ex-deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) para remover um vídeo do ex-deputado Deltan Dallagnol (Novo). A decisão, proferida em 20 de abril de 2026, se deu em meio à disputa pelo Senado no Paraná, onde ambos são candidatos.

Gleisi argumentou que Dallagnol deveria ter mencionado sua absolvição em relação às acusações da Operação Lava Jato, uma vez que ela foi indiciada pela Polícia Federal (PF). Contudo, a juíza considerou que não havia obrigação do ex-procurador em fazer tal menção, afirmando que “cabe à própria representante o esclarecimento fático através de seus canais de comunicação”.

A decisão também negou a censura prévia a novos conteúdos semelhantes, permitindo que Dallagnol continuasse a criticar Gleisi, que havia chamado a promoção do subprocurador Januário Paludo de “prêmio indevido”. Dallagnol defendeu Paludo no vídeo, ressaltando sua importância no combate à corrupção e criticando Gleisi como integrante de um partido associado à corrupção.

Gleisi, por sua vez, viu a promoção de Paludo como um “péssimo sinal” e argumentou que se tratava de alguém que atuou em uma “farsa judicial”. A juíza, ao analisar o caso, destacou que a Justiça Eleitoral deve intervir minimamente no debate democrático e que as críticas políticas, mesmo que contundentes, se inserem no âmbito da liberdade de expressão.

Opinião

A decisão da juíza Adriana Simette reflete um importante aspecto da liberdade de expressão no contexto eleitoral, permitindo que críticas e defesas sejam feitas sem a imposição de censura prévia.