O conselheiro José Gomes Graciosa do TCE-RJ determinou a realização de uma auditoria governamental extraordinária de conformidade para investigar os investimentos feitos pelo governo do Rio de Janeiro nas instituições Genial, Mirae Asset e Digimais até 31 de dezembro de 2022. O prazo para a conclusão da auditoria é de 30 dias úteis.
A auditoria buscará levantar a existência de recursos investidos nas três instituições até 31 de dezembro de 2025, detalhando os saltos aplicados, os tipos de investimentos realizados e a vinculação por órgão ou entidade responsável. Graciosa também pediu uma análise dos processos decisórios que levaram a esses investimentos, incluindo as modalidades de aplicação escolhidas e os critérios de risco e retorno considerados.
Outro ponto importante a ser verificado é a aplicação do Decreto Estadual 50.336, de 15 de junho de 2026, que impõe restrições aos investimentos e aplicações financeiras do Estado, limitando-os a produtos de bancos públicos federais ou instituições financeiras bancárias autorizadas pelo Banco Central do Brasil.
As instituições Mirae Asset e Genial já haviam sido mencionadas em um voto dado por Graciosa na sessão do TCE-RJ que reprovou as contas de 2025 do governo fluminense. O Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, foi alvo de uma operação da Polícia Federal recentemente.
Em nota, o Banco Genial afirmou que atua apenas na custódia de títulos públicos federais pertencentes ao Rioprevidência, o fundo de previdência dos servidores estaduais, atividade que é isenta de taxa e realizada em conformidade com as normas do mercado financeiro. O Genial destacou sua trajetória de mais de 15 anos, com mais de 3 milhões de clientes e R$ 280 bilhões em ativos sob custódia, mantendo elevados padrões de governança e controles internos.
As instituições Mirae Asset e Digimais não comentaram sobre a auditoria.
Opinião
A auditoria proposta por Graciosa é um passo importante para garantir a transparência e a responsabilidade nos investimentos públicos do estado.





