Flávio Bolsonaro, pré-candidato a presidente em 2026, intensificou sua aproximação com empresários e representantes do mercado financeiro. Essa estratégia visa ampliar sua viabilidade eleitoral e reduzir a taxa de rejeição que, segundo a pesquisa Genial/Quaest, atinge 54% dos eleitores, que afirmam não votar nele.
Em meio a essa busca por apoio, Flávio participará de eventos em Sorocaba e Campinas nos dias 15 e 16 de maio, além de um almoço com empresários na Faria Lima, principal centro financeiro do Brasil, no dia 20 de maio. No início de maio, ele também se reuniu com empresários em Miami.
Agenda e Estratégia
Auxiliares do senador acreditam que o diálogo com o setor produtivo será crucial para aumentar sua aceitação fora do eleitorado conservador. Essa aproximação já ocorre desde o início do ano, com apoio de lideranças do setor produtivo paulista, como o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.
Os números da pesquisa, que ouviu 2.004 eleitores entre 8 e 11 de maio, revelam que 39% dos entrevistados afirmam que votariam em Flávio, enquanto 44% dizem o mesmo em relação ao presidente Lula. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.
Desafios e Reações
Após a divulgação de áudios envolvendo Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, a cúpula do PL decidiu manter a agenda da pré-campanha. A estratégia é evitar sinais de recuo e preservar a imagem de estabilidade da pré-candidatura. O senador Rogério Marinho, coordenador da campanha, reafirmou a confiança na candidatura de Flávio.
O cenário atual é desafiador, com a necessidade de ampliar o diálogo para além dos núcleos ideológicos tradicionais, conforme apontado pelo cientista político Elias Tavares. Ele ressalta que a disputa presidencial deve focar na capacidade de conquistar um eleitorado menos identificado com a polarização política.
Opinião
A estratégia de Flávio Bolsonaro em buscar apoio empresarial reflete a urgência de reverter sua rejeição e consolidar sua posição no cenário político, em um momento de intensa polarização.





